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DINHEIRO: Município de Araputanga recebeu dezenove mil seiscentos e cinco notas de cem reais em setembro

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Se a arrecadação caiu para todos os municípios brasileiros, imagine como está a condição da municipalidade, que tem credores surgindo em todas as portas da Prefeitura.

É o que tem sido divulgado pela gestão do prefeito Paulo Abrão que recebeu uma grande coroa de abacaxi, ao ser empossado em 24/08/2015 para governar as falidas finanças municipais da prefeitura de Araputanga, onde se gastou de forma perdulária.

Se os credores estão às portas, os servidores podem estar desmotivados, o maquinário está decadente e, do “front” da Justiça cinco liminares foram expedidas desde julho/15 buscando pôr fim à desorganização que tomou conta do Poder Executivo.

O quadro administrativo piora, quando se sabe que no Ministério Público, dezenas de investigações podem estar em curso, notificações recomendatórias foram recentemente expedidas e, TAC assinados; enfim, a casa parece estar sem freio e, talvez estivesse mesmo, desgovernada.

DESESPERO

Matéria publicada pela folha em 12 de julho já previa que municípios com as finanças desorganizadas sentiriam profundamente a redução da arrecadação e, não está sendo diferente. Talvez a prova mais cabal para a afirmação da reportagem está na materialização do fechamento das portas do Paço Municipal, até 02 de novembro, para atendimento ao público.

19 MIL NOTAS DE CEM REAIS

Apesar de retratarmos o caos administrativo araputanguense, o município recebeu, no mês de setembro, R$1.960.524,96 para ir saldando suas dívidas.  Foram 19 mil 605 notas de cem reais que chegaram aos cofres municipais, via Banco do Brasil, durante o mês.

ALTERNATIVA

Araputanga já superou dificuldades tão grandes quanto a que se apresenta atualmente. Aos gestores atuais basta enfrentar o problema com serenidade e, deixar credores que supostamente superfaturaram contratos, buscar os tapetes dos tribunais, para receber os créditos com o município.

A decisão, embora dura, deve ser adotada já, para que os valores a serem aplicados na Educação, na Saúde, na Folha funcional e, os serviços públicos, como água, iluminação pública, patrolamento das estradas vicinais e, recuperação da malha viária urbana, recebam o necessário e inadiável investimento.

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